Quem sou eu?

Renato Lacerda
Estudante de Linguística, aspirante a sintaticista e pseudo-poeta nas horas vagas.
Visualizar meu perfil completo
Não se esqueça de deixar seus comentários!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Silêncio

.
O silêncio faz bem à alma e à garganta.
.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Árvore Sintática

.
O movimento A-barra da amora:

.
.

sábado, 3 de outubro de 2009

SEROTONINA

.
SEROTONINA
Renato Lacerda

As migalhas das bolachas recheadas recém-devoradas se espalhavam sobre o lençol. Apesar dos insistentes pedidos de sua mãe para que ele não comesse no quarto, o menino vivia com um doce à mão. Dormir e comer doces eram duas de suas principais atividades. Para evitar o sedentarismo absoluto, o pequeno obeso volta e meia arriscava algumas partidas no vídeo-game.

São Paulo, 16 de setembro de 2009.

---

Isso seria o primeiro parágrafo de um conto. Na grande maioria das vezes que eu interrompo a criação de um texto, eu não volto para terminá-lo. Pois então fica resolvido que isso aí é o conto todo.
.

Da vida e coisas similares

.
Viver é foda.
.

domingo, 27 de setembro de 2009

Alterego - sucesso

.
O lançamento do livro Alterego (de organização de meu amigo Octavio Cariello), do qual participo com meu conto Fuga, foi um grande sucesso!

Batemos o recorde de vendas em lançamentos na Livraria Martins Fontes (Paulista) neste ano.

Agradeço a todos os que compareceram e/ou apoiaram o projeto.

Agradeço ao Octavio e à Terracota Editora (valeu, Claudio!) por me darem a oportunidade de figurar num time tão seleto.

Valeu, pessoal!!
Até a próxima!!


Meu amigo Renato Razzino e eu, com a obra na mão.
.
Ah, pra quem quiser comprar o Alterego, ele já está à venda no site da Martins Fontes: http://www.martinsfontespaulista.com.br/site/detalhes.aspx?ProdutoCodigo=508501
.

sábado, 26 de setembro de 2009

Tocar-te

.

"Tocar-te"
.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Alterego - Fuga

.
Em 26 de setembro será o lançamento da coletânea ALTEREGO, da qual participo com meu conto Fuga.
.
O livro é organizado por meu amigo Octavio Cariello, e sairá pela Terracota Editora.
.
.

26/09, sábado
das 15:30h às 18:30h
Livraria Martins Fontes
Avenida Paulista, 509



FUGA
Renato Lacerda
.
.......
Eu estava tendo um sonho estranho quando acordei esta manhã, assustado com o barulho do despertador. Interrompia-se com o alarme uma cena frenética de perseguição, nos corredores sombrios de um prédio antigo. É verdade que eu já estou acostumado a ter esses sonhos; são em certa medida recorrentes. Mas desta vez algo curioso aconteceu. Normalmente, a cena é a seguinte: estou fugindo de alguém ou de algo que não posso ver, e tento escapar por corredores compridos e passagens estreitas, num ambiente triste e nostálgico. Hoje, pela primeira vez, pude olhar para trás e ver o que me perseguia. Tão logo identifiquei o que era, o sonho se dissipou ao toque do despertador. LEIA MAIS... no livro!
.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Míope

.
MÍOPE
Renato Lacerda

Míope,
Até quando vai ver a sombra do que não foi e poderia ter sido
Mas não foi porque não seria mesmo?
Desembaça essa sua cara fosca!
Esses seus olhos que vêem o que querem ver
E não vêem o que você quer ver porque o que você vê
Não é o que é,
É o que seria.
E o que seria não é, nem será.
Limpa essa sua lente suja de realidade intocável,
Olha como quem olha o que toca,
Enxerga com razão!
Míope,
Até quando vai ser cego de si mesmo?

São Paulo, 13 de agosto de 2009.
.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Amanhã

.
Amanhã é um novo lugar.
Amanhã é um caso a se pensar.

(03 de abril de 2009, no ônibus indo pra USP)
.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Intangível

.
É inefável a indelével
inexorabilidade do intangível.


Em conversa com o João no msn.
.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Alterego

.
Em 26 de setembro será o lançamento da coletânea ALTEREGO, da qual participo com meu conto Fuga.
.
O livro é organizado por meu amigo Octavio Cariello, e sairá pela Terracota Editora.

26/09, sábado
das 15:30h às 18:30h
Livraria Martins Fontes
Avenida Paulista, 509


FUGA
Renato Lacerda
.
......Eu estava tendo um sonho estranho quando acordei esta manhã, assustado com o barulho do despertador. Interrompia-se com o alarme uma cena frenética de perseguição, nos corredores sombrios de um prédio antigo. É verdade que eu já estou acostumado a ter esses sonhos; são em certa medida recorrentes. Mas desta vez algo curioso aconteceu. Normalmente, a cena é a seguinte: estou fugindo de alguém ou de algo que não posso ver, e tento escapar por corredores compridos e passagens estreitas, num ambiente triste e nostálgico. Hoje, pela primeira vez, pude olhar para trás e ver o que me perseguia. Tão logo identifiquei o que era, o sonho se dissipou ao toque do despertador. LEIA MAIS... no livro!
.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Para todo x, existe um y?

.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

(AL)truísmo, de Gustavo Fechus

.
Ao dar as costas
Não viram minha bunda
Só a do vizinho.
(Gustavo Fechus)
.
Recomendo o blog de meu amigo Gustavo Fechus, músico, poeta, cronista, literato (...):
.
(AL)truísmo
.
.

sábado, 20 de junho de 2009

Escrito de próprio punho...

.
Escrito de próprio punho,
mas na gaveta guardado,
o meu amor é um rascunho
que nunca foi publicado.
.
(Sérgio Ferreira da Silva)
.
.
Visite seu blog TROVAS & CIA:
.
.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ela e Ele

.
Ela e Ele
........Renato Lacerda

É bela, elegante:
Primor maior não há.
Seu corpo frágil
É um quadro impressionista de Monet.

É quente, gostoso:
Sabor melhor não há.
Seu corpo forte
É uma coxinha de frango com catupiry.

São Paulo, 16 de junho de 2009.
..

Visão da merda

.
Visão da merda
..........Renato Lacerda

A merda é sempre a mesma.
Olho a merda:
Não muda.
Mudo a tampa da privada:
Novo ângulo.
O ponto de vista
Cria o objeto:
Dejeto.


São Paulo, 16 de junho de 2009.
.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Beijos de Netuno, de Rodrigo Moreira Pinto

.
Não deixe de visitar o Blog Beijos de Netuno, de meu amigo Rodrigo Moreira Pinto.
Rodrigo está se dedicando muito no estudo da técnica da composição de contos, em busca de maneiras novas de narrar.
.


Vozes entrecortadas por gargalhadas e gemidos se amarram numa mescla indistinta e forram. Tons roxo e dourado. Música alegre e dançante. Homem branco de meia idade entediado novamente. Querido, vamos jantar fora? Não. Fico até mais tarde no escritório. Sentado na cama, calças abaixadas e pernas abertas. Olhos verdes fixos no corpo jovem, sibilante e curvilíneo. Outro retrato do amor comprado. (trecho do conto "- Minha carne!")



.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Alma

.
Há uma coisa que não entendo:
Ao matar da alma

Há uma esperança?
.
São Paulo, 10 de junho de 2009.
.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mors ante mortem

.
Mors ante mortem
Renato Lacerda


A voz rouca insistia em dizer algumas palavras. Talvez frases gastas, sem sentido. Só ele, há dias naquela cama, poderia compreendê-las. Ou não. Talvez a razão já houvesse há tempos se esvaído daquele quarto. É próprio desses momentos não querer pensar em nada. E repetia, balbuciando com muito custo, aquilo que vinha a ser o único som a romper o silêncio mórbido daquela madrugada.

Dois parentes, mudos e sem expressão alguma no rosto, apenas ouviam, sem a menor vontade de traduzir aqueles dizeres. Era só uma questão de tempo; em poucos dias, semanas talvez, aquela cama já não mais teria dono. São tristes as camas sem dono.

Morria. Ninguém sabia de quê: médico algum soubera dizer. Apenas morria. Ou não. Àquela altura, era bastante cômodo chamar de “morte” o que não se entendia, como se o inexplicável maior, o fim da vida, pudesse preencher algumas lacunas.

E era aquilo: um vazio. A vida (ou não-vida) estendida naquela cama ainda mais vazia era um sem-fim de perguntas sem resposta. Aquele homem, com todos os sinais vitais em ordem e de semblante calmo, apenas fitava o teto, com olhar perdido. Há dias não dizia palavra alguma, e aquela frase solta vinha romper um silêncio que significava tanto para aquela casa quanto qualquer outra coisa que não significasse nada. E muitas coisas ali não significavam nada.

Antes, era um homem alegre e bem-humorado. Amava muito as pessoas. Ou pelo menos acreditava nisso. Era sua estratégia para conseguir, um dia, ser amado. Entretanto, tinha medo de que isso não significasse nada.

Ao final de um dia normal, ao deitar-se para dormir, sua cama lhe pareceu mais fria que de costume. Estranhou, e se perguntou o porquê daquilo. Como quem esperasse por uma resposta que certamente viria, lá ficou.

E assim foi até o momento em que proferiu aquelas palavras. Levantou-se, dirigiu-se à porta do quarto e repetiu para si, em voz alta: sou eu quem está mais frio. Pela última vez cruzou aquela porta, exibindo no rosto a satisfação de quem resolve um mistério e a frieza de um novo homem.


São Paulo, 30 de abril de 2009.


"O conto é lindo! Gostei demais. Você sabe criar atmosfera e dizer pouco, deixando o resto para o leitor. A idéia é mórbida, mas a criação tem vitalidade."
(Yudith Rosenbaum, professora de Literatura Brasileira da FFLCH-USP)
.

domingo, 5 de abril de 2009

Meu Ópio

.
MEU ÓPIO
Renato Lacerda

Sem você por perto, tudo é difuso. É como se a nitidez da minha vida se perdesse. As coisas ficam sem contorno, turvas, desconexas. Como sinto sua falta! Procuro suas formas, em vão. Sigo tateando, em sua busca. Mas a névoa em que vivo me priva desse encontro. Preciso senti-lo em minha pele, para que o mundo ganhe forma. Tudo é impreciso. Sinto que a vida é um enorme quadro de Monet.

Sem tê-lo junto a mim, torno-me impotente. Fico sem ação, e cada vez fica mais difícil procurá-lo. Preciso de você em meu corpo, tocando-me a face, levemente. Daí poderei ver como o mundo é belo, nítido e perfeito.

A vista, embaçada, entrega os pontos. Com a escuridão da noite, vem o sono. Adormeço. Dormirei, como sempre, sem você. Mas, amanhã, juro que volto a procurá-lo.

São Paulo, 28 de março de 2009.
.